sábado, 25 de julho de 2009

Vale a pena ler.



É um livro com o qual se está em grande parte de acordo. Faz uma caracterização do actual governo e em particular do "chico-espertismo" reinante do qual Sócrates também tirou partido, com a famosa licenciatura.

A propósito retiramos duas passagens do livro. Uma primeira sobre a retórica pobre e a cassete de José Sócrates quando inaugura qualquer coisa:
…uma ideia sempre reiterada até à exaustão – a ideia de aquela “é a obra necessária, que vem na hora certa para a modernização do país”; era daquilo “que nós precisávamos, e de que vamos precisar”,; e que toda a acção do Governo “vai naquele sentido, porque é o sentido certo, e devemos insistir cada vez mais em acções se iniciativas daquela natureza”.
Uma segunda sobre o distanciamento ideológico e o perigo do “…discurso socrático do presente dirige-se a um auditor que suspendeu as ideias políticas, as suas escolhas partidárias, os seus conflitos sociais, que neutralizou o seu ser ideológico para se ligar directamente ao chefe, enquanto simples cidadão abstracto”.

1 comentário:

  1. Se juntarmos ao que é referenciado neste texto, tudo que existe em matéria alienação, então é o "farrobodó" que os manipuladores de consciências tanto gostam.
    A hipnose social existe mesmo, e "eles", como representantes da mais velha ideologia do mundo, sabem bem como exercê-la, se bem que só se deixa hipnotizar quem quer, e há muitos que querem. Depois dizem que "o açucar tem formigas"...

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