Nos anos 90, como era impensável a presente receita das “negociações" a fábrica foi-se para a Malásia. Hoje está na China porque as "condições" que foram uma vantagem para a deslocalização, deixaram de o ser.Depois de centenas de outras ocorrências temos o intricado caso da Auto-europa, que mereceu censura e crítica facciosa de comentadores e pseudo-peritos bem instalados.
Os trabalhadores estiveram bem ao renunciar ao tal "acordo". A seguir a este acordo vir(ia)á outro e outro, até que, se hão-de ir embora!!! A dinâmica e as ferramentas financeiras actuais não querem outro caminho.
Os povos não estão apenas confrontados com empresas "que voam como abutres sobre as presas" a impor redução de direitos. Existem centenas de milhar de desempregados, que hão-de ser cada vez mais e de longa duração e salários miseráveis em troca de empregos cada vez mais precários.
O presente quadro de “ajustamentos estruturais” é uma armadilha que pende sobre todos nós e que os vários governos jamais conseguirão (per si) inverter. Assimilamos as teorizações e práticas reformistas que defendem o capitalismo e parece haver uma certa aceitação, desde que não cometa excessos.
Não percebemos que as ferramentas politicas que os governos entregaram ao Banco Mundial, ao FMI, à OMC e à Comissão Europeia (organizações não eleitas) vão impor o mercado livre sem restrições e que ao contrário do que afirmam, as desigualdades profundas vão aumentar. E ninguém ficará de fora.
É obrigatório encontrar forças para denunciar os verdadeiros crimes sociais que estas ideias estão a concretizar contra os respectivos trabalhadores e povos, num iniludível retrocesso civilizacional e recusar as políticas desenvolvidas e reafirmadas no Tratado de Lisboa e nos acordos, regras e regulamentos desenhados para limitar o poder dos líderes eleitos, que estão subjugados ao poder dessas organizações.
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