Baniu do seu discurso, a palavra “direitos”, recusou ideais de Abril por cumprir e navegou norteado pelos interesses de gente sem rosto.
As linhas destacadas deste governo podem resumir-se:
- orientação claramente neoliberal;
- o “despedimento” traiçoeiro de centenas de milhar de funcionários públicos;
- “emagrecimento” do Estado através de fundações, institutos e autoridades disto e daquilo, a que se seguirá a privatização;
- vertente autoritária da sua acção, ignorando os que se lhe opõem, punindo com as leis que entretanto criou, deixando implícito que mais vale aceitar alguma coisa que nada.
As eleições e a crise (de que são co-autores) impuseram um volte-face na tendência neoliberal.
Mas os objectivos e técnicas de dominação e desactivação da acção continuam em curso e longe de estar terminadas. Foram milhares os que se lhes opuseram nos quatro anos e o objectivo é neutralizar quem lhes possa estorvar o caminho.
Surpreende que José Sócrates como secretário geral de um partido que se diz socialista, acumule todo este capital de destruição.
Surpreende que muitas dezenas de milhar de socialistas (tal como outros portugueses) estejam só agora a acordar para a profundidade destas “reformas”.
Não surpreende que este PS tal como é ou o PSD estejam determinados a continuar a destruição dos direitos dos portugueses e a reconfigurar o Estado em ordem a interesses de uns quantos negociantes.
Bela dissertação.
ResponderEliminarÉ sempre útil este tipo de alertas, mas dúvido que da sua funcionalidade, na medida em que, quem estiver minimamente atento ao que se passa em seu redor - não sendo cegueta,nem bacôco, nem ache que está tudo bem assim - não pode ter ilusões sobre o que nos espera (a considerar as sondagens) e, consequentemente, só deve ter uma postura: Votar para contrariar esta tendência, ou seja, na altura de colocar o "papelinho", fazer o cruzinha na CDU. De resto... depois não se queixem.